Oi gente,
boas notícias. rs Estou oficialmente entrando no nível intermediário de Alemão. Uhruuuuuuuuuuuuu Saí do básico. rs
Sensação boa demais, ainda mais levando em consideração que ainda faltavam 3 meses para finalizar o nível básico quando eu fui para o Brasil e que, milagrosamente, o tempo que fiquei sem estudar me fez bem e me ajudou a passar no teste e ganhar esses meses de dianteira.
E tem mais uma boa notícia. Como a Leila está no Kindergaten, eu tenho tempo para fazer um intensivo (meu sonho de consumo desde que cheguei aqui). Vou poder estudar todos os dias e, assim, ganhar tempo. Serão só 2 horas por dia, mas já são bem mais que as 4 semanais que eu podia ter antes.
Esse ano a coisa anda. rs
Beijo,
Carol
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Primeiro dia de aula
Oi pessoal,
terça-feira foi o primeiro dia de aula da Leila na escola formal daqui. Claro que, como já é tradição na família PP (Pires Pereira), participamos juntos, eu e Ênio, de mais uma mudança de fase na vida da nossa filha.
Acordamos, vestimos a Leila toda linda para o primeiro dia, lanchinho na bolsinha, presilha no cabelo... Parecia uma princesa. Chegamos na escola, que acabou de ser construída e está tinindo de nova, cedo demais e tivemos que ficar esperando dar a hora do lado de fora. Pelo menos não estávamos sozinhos. rs Outros pais de primeiro Kindergarten também chegaram cedo.
Para variar, eu estava uma pilha de nervos. Morrendo de medo de não conseguir me entender com a professora e também receosa pela escola ter um novo conceito de tudo no mesmo lugar (kindergarten, primário e secundário). Tenho pavor de crianças pequenas estudando com maiores e pânico de usarem o mesmo banheiro sem acompanhamento. Infelizmente, isso eu vou ter que trabalhar na minha cabeça porque é exatamente assim que a escola funciona. rs

Acordamos, vestimos a Leila toda linda para o primeiro dia, lanchinho na bolsinha, presilha no cabelo... Parecia uma princesa. Chegamos na escola, que acabou de ser construída e está tinindo de nova, cedo demais e tivemos que ficar esperando dar a hora do lado de fora. Pelo menos não estávamos sozinhos. rs Outros pais de primeiro Kindergarten também chegaram cedo.
Para variar, eu estava uma pilha de nervos. Morrendo de medo de não conseguir me entender com a professora e também receosa pela escola ter um novo conceito de tudo no mesmo lugar (kindergarten, primário e secundário). Tenho pavor de crianças pequenas estudando com maiores e pânico de usarem o mesmo banheiro sem acompanhamento. Infelizmente, isso eu vou ter que trabalhar na minha cabeça porque é exatamente assim que a escola funciona. rs
Cheguei crente que a professora daria atenção aos pais e explicaria as novidades para nós. Pura ilusão. rs Fomos solenemente ignorados. Aperto de mão, envelope com folhetos sobre tudo que deveria ser dito e atenção completamente voltada para as crianças. Acompanhamos a primeira hora de aula, na qual foi feita uma dinâmica que acabou com cada criança dando uma flor para a sua respectiva mãe e dando tchau. Funcionou direitinho. As crianças se despediram sem choro nem vela. Já os pais...
Uma das mães chorou até quase alagar a escola, o marido dela também ficou com o olho bem vermelho. rs Nós e os demais pais ficamos bastante emocionados, com lágrimas nos olhos. Acho que ninguém pensou que seria tão fácil.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
De volta para casa
Oi gente,
depois de um mês de Brasil, finalmente voltamos para casa. Foi tudo muito bom, estava tudo muito bem, mas nada melhor que o cantinho da gente. rs Bom demais me sentir assim. Mais ainda se levar em conta que, quando marcamos as férias, eu fiquei em pânico pensando que poderia ir visitar e não querer voltar.
Claro que fizemos muitas coisas que só mesmo no Brasil. Uma delas foi curtir demais as nossas famílias. Ficamos em Natal, cidade do Ênio, e a minha família quase toda foi me visitar. rs Meu irmão, cunhada, um sobrinho, meu pai e meu tio só puderam ficar uma semana, mas a minha mãe e o meu afilhado estiveram conosco por quase um mês. Fiquei até mal acostumada com o carinho da minha mãe querida... Se fosse possível eu traria todo mundo para cá.
Outra coisa excelente de ter ido ao Brasil foi finalizar a novela "Canadá - Missão Impossível". Já se vão mais de três anos desde a abertura do processo e depois de muitos desencontros, finalmente enviamos os nossos passaportes. E isso só aconteceu pq repetimos os nossos exames médicos no Brasil. Já tínhamos feito ano passado aqui na Suíça. Enviamos. Eles pediram laudo de especialista. FIzemos e enviamos. Perderam nosso exame lá e a médica perdeu o comprovante de envio aqui. rs No final, nós perdemos o prazo e a fortuna investida e tivemos que fazer tudo novamente, só que, desta vez, resolvemos fazer no Brasil.
Enfim, passaportes enviados e, se tudo der certo, landing em outubro.
Abraço,
Carol
sexta-feira, 10 de julho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Primeira festa de aniversário totalmente suíça.
Olá,
hoje fomos a nossa primeira festa suíça, com convite em alemão e sem brasileiros presentes. rs A aventura (sim, tudo ainda é uma aventura para nós) começou quando olhei no escaninho da Krippe da Leila e encontrei um convite brilhante para o aniversário de uma das coleguinhas.
Tudo estava escrito em alemão e tinha um número para confirmar a presença. Primeiro pensei "Putz, como é que vamos interagir em uma festa dessa?", depois vi o quanto a Leila estava afim de ir, resolvi vencer a fobia que tenho de suíços e ir para o pau.
Sei que é meio ridículo uma mulher de 32 anos suando frio, com dor de estômago e o coração disparado em função de um convite de aniversário de criança, mas foi bem assim que fiquei quando peguei o celular para ligar e confirmar a nossa presença.
Para a minha surpresa, a mãe do outro lado tinha uma tremenda boa vontade e entendeu tudo o que eu disse sem que fosse preciso repetir nem uma única frase. Além de entender, a criatura bondosa ainda demonstrou estar muito feliz com o fato de irmos à festinha. Só isso já foi o suficiente para me deixar radiante e contando os segundos para o "evento".
Hoje foi o grande dia. rs Como já conhecia a fama das festas infantis suíças que, segundo os brasileiros, não tem comida e terminam rápido, tomei um lanche antes de sair e cheguei lá bem no horário marcado. Claro que fomos os primeiros. rs O que a primeira vista parecia trágico, mas acabou sendo excelente.
Sem ninguém além da família da criança (conte aí avó, avô, tio avó e mãe), eu fiquei menos tímida e consegui trocar uma idéia em alemão. Gostei tanto que cheguei a puxar assunto para quebrar o gelo. rs Depois de mais ou menos meia hora, os outros convidados foram chegando. Gente de todo o canto. Alguns falando italiano, outros espanhol, um casal de portugueses... Enfim, fantástica.
Ia me esquecendo, os comes e bebes eram diferentes dos nossos, mas não deixaram devendo nada na fartura. Tinha salada de folhas, salada de macarrão, palitinhos de cenoura, pepino e pimentão, salada de tomate e queijo branco, asa de frango assada, tábua de frios e três tipos de pão. Como se não fosse o suficiente, depois do parabéns em 3 línguas, teve mesa de doces com mousse de chocolate, 2 tipos de bolo de chocolate e torta gelada de morango.
Não teve coxinha e nem brigadeiro, mas teve muita comida e no estilo deles. Mesmo em festa de criança, tudo é um bocado mais saudável. A gente vê o reflexo disso nas ruas, lotadas de pessoas magras ou, no máximo, gordinhas. Obesos aqui são raridade.
Adoramos a experiência e estamos só esperando outros convites.rs
Um abraço,
Carol
hoje fomos a nossa primeira festa suíça, com convite em alemão e sem brasileiros presentes. rs A aventura (sim, tudo ainda é uma aventura para nós) começou quando olhei no escaninho da Krippe da Leila e encontrei um convite brilhante para o aniversário de uma das coleguinhas.
Tudo estava escrito em alemão e tinha um número para confirmar a presença. Primeiro pensei "Putz, como é que vamos interagir em uma festa dessa?", depois vi o quanto a Leila estava afim de ir, resolvi vencer a fobia que tenho de suíços e ir para o pau.
Sei que é meio ridículo uma mulher de 32 anos suando frio, com dor de estômago e o coração disparado em função de um convite de aniversário de criança, mas foi bem assim que fiquei quando peguei o celular para ligar e confirmar a nossa presença.
Para a minha surpresa, a mãe do outro lado tinha uma tremenda boa vontade e entendeu tudo o que eu disse sem que fosse preciso repetir nem uma única frase. Além de entender, a criatura bondosa ainda demonstrou estar muito feliz com o fato de irmos à festinha. Só isso já foi o suficiente para me deixar radiante e contando os segundos para o "evento".
Hoje foi o grande dia. rs Como já conhecia a fama das festas infantis suíças que, segundo os brasileiros, não tem comida e terminam rápido, tomei um lanche antes de sair e cheguei lá bem no horário marcado. Claro que fomos os primeiros. rs O que a primeira vista parecia trágico, mas acabou sendo excelente.
Sem ninguém além da família da criança (conte aí avó, avô, tio avó e mãe), eu fiquei menos tímida e consegui trocar uma idéia em alemão. Gostei tanto que cheguei a puxar assunto para quebrar o gelo. rs Depois de mais ou menos meia hora, os outros convidados foram chegando. Gente de todo o canto. Alguns falando italiano, outros espanhol, um casal de portugueses... Enfim, fantástica.
Ia me esquecendo, os comes e bebes eram diferentes dos nossos, mas não deixaram devendo nada na fartura. Tinha salada de folhas, salada de macarrão, palitinhos de cenoura, pepino e pimentão, salada de tomate e queijo branco, asa de frango assada, tábua de frios e três tipos de pão. Como se não fosse o suficiente, depois do parabéns em 3 línguas, teve mesa de doces com mousse de chocolate, 2 tipos de bolo de chocolate e torta gelada de morango.
Não teve coxinha e nem brigadeiro, mas teve muita comida e no estilo deles. Mesmo em festa de criança, tudo é um bocado mais saudável. A gente vê o reflexo disso nas ruas, lotadas de pessoas magras ou, no máximo, gordinhas. Obesos aqui são raridade.
Adoramos a experiência e estamos só esperando outros convites.rs
Um abraço,
Carol
terça-feira, 12 de maio de 2009
Um ano e cadê o Alemão?
Olá,
espero que todos estejam bem e tocando seus projetos. Por aqui, estamos vivendo e aprendendo. rs Vivendo bem rápido e aprendendo bem devarinho.
Já estamos aqui há um ano e já era de se esperar que falássemos alemão, não é? Pelo menos era isso que eu achava antes de vir para cá. Mas a verdade é bem diferente. Conheço pessoas que estão aqui há cinco anos e freqüentam o mesmo nível no qual me encontro, ou seja, na metade do BÁSICO.
Primeiro que essa língua não é exatamente simples. Os nossos simples "o" e "a" aqui viram "der" "die" e "das" (masculino, feminino e neutro) só para começar. Depois vêem as declinações e os artigos se multiplicam como mágica. rs Loucura total. E o pior é que não é como o Inglês, com o qual é possível sobreviver sem saber a gramática. Sem saber gramática e falando como índio a gente realmente não consegue se fazer entender.
A pronúncia tem fonemas que nós não usamos na língua Portuguesa. Minha maior dificuldade, por enquanto são Ö e Ü. Sem pronunciar isso direito a gente não consegue ser compreendido. E não é por frescura deles. Eles REALMENTE não entendem.
Se não fosse só isso, temos ainda o tal do dialeto. Vamos para a escola e aprendemos alemão, mas o que ouvimos no ônibus, nas lojas, restaurantes, consultórios, é o suíço alemão. Sabe aquilo de começar a entender a conversa dos outros na rua? Esquece.
Aqui todo mundo fala Alemão, mas só se você pedir. E as diferenças entre o Suíço Alemão e o Alto Alemão ou Alemão culto vão muito além de um sotaque ou de algumas expressões. Não é como sair do Sul do Brasil e conversar com alguém do Norte. A coisa vai muito além. É praticamente uma outra língua que, para quem não conhece, lembra o alemão. Depois que você começa a aprender a língua, o Suíço nem lembra mais a língua Alemã.
Isso dificulta um pouco a aprendizagem, mas a gente continua firme. Um pouquinho a cada dia. rs Eu já consigo entender o que me é dito e assistir um ou outro programa de TV. Também consegui assistir no cinema o filme Monster & Alien e entender boa parte. Falta agora a coragem de abrir a boca e falar, já que a minha pronuncia é uma tragédia a parte.
Bem, falei tudo isso pra dizer que não entendo mais o que a minha filha fala. rs A danada está aprendendo Suíço e Alemão. Quando ela dana a cantar em Suíço é um Deus nos acuda. Não entendo nada.
Para se ter uma idéia do tamanho da diferença, vou dar alguns exemplos:
Auf wiedersehen = Auf wiederlüge (não sei se se escreve assim)
Fish = Egli
Fahrrad = Velo
Guete = Gute
Socorroooooooooooooooooooooo.
Abraço,
Carol
espero que todos estejam bem e tocando seus projetos. Por aqui, estamos vivendo e aprendendo. rs Vivendo bem rápido e aprendendo bem devarinho.
Já estamos aqui há um ano e já era de se esperar que falássemos alemão, não é? Pelo menos era isso que eu achava antes de vir para cá. Mas a verdade é bem diferente. Conheço pessoas que estão aqui há cinco anos e freqüentam o mesmo nível no qual me encontro, ou seja, na metade do BÁSICO.
Primeiro que essa língua não é exatamente simples. Os nossos simples "o" e "a" aqui viram "der" "die" e "das" (masculino, feminino e neutro) só para começar. Depois vêem as declinações e os artigos se multiplicam como mágica. rs Loucura total. E o pior é que não é como o Inglês, com o qual é possível sobreviver sem saber a gramática. Sem saber gramática e falando como índio a gente realmente não consegue se fazer entender.
A pronúncia tem fonemas que nós não usamos na língua Portuguesa. Minha maior dificuldade, por enquanto são Ö e Ü. Sem pronunciar isso direito a gente não consegue ser compreendido. E não é por frescura deles. Eles REALMENTE não entendem.
Se não fosse só isso, temos ainda o tal do dialeto. Vamos para a escola e aprendemos alemão, mas o que ouvimos no ônibus, nas lojas, restaurantes, consultórios, é o suíço alemão. Sabe aquilo de começar a entender a conversa dos outros na rua? Esquece.
Aqui todo mundo fala Alemão, mas só se você pedir. E as diferenças entre o Suíço Alemão e o Alto Alemão ou Alemão culto vão muito além de um sotaque ou de algumas expressões. Não é como sair do Sul do Brasil e conversar com alguém do Norte. A coisa vai muito além. É praticamente uma outra língua que, para quem não conhece, lembra o alemão. Depois que você começa a aprender a língua, o Suíço nem lembra mais a língua Alemã.
Isso dificulta um pouco a aprendizagem, mas a gente continua firme. Um pouquinho a cada dia. rs Eu já consigo entender o que me é dito e assistir um ou outro programa de TV. Também consegui assistir no cinema o filme Monster & Alien e entender boa parte. Falta agora a coragem de abrir a boca e falar, já que a minha pronuncia é uma tragédia a parte.
Bem, falei tudo isso pra dizer que não entendo mais o que a minha filha fala. rs A danada está aprendendo Suíço e Alemão. Quando ela dana a cantar em Suíço é um Deus nos acuda. Não entendo nada.
Para se ter uma idéia do tamanho da diferença, vou dar alguns exemplos:
Auf wiedersehen = Auf wiederlüge (não sei se se escreve assim)
Fish = Egli
Fahrrad = Velo
Guete = Gute
Socorroooooooooooooooooooooo.
Abraço,
Carol
domingo, 5 de abril de 2009
Nada como um dia atras do outro e um churrasco no meio
Oi pessoal,
voltei. rs Agora sou eu e nao aquele ser depressivo que se apoderou de mim no ultimo mes. Acho que a tristezinha era falta de farinha. Nao sei nem descrever a sensacao de colocar a primeiro colher de farofa na boca depois de um ano de abstinencia.
Ando bem adolescente esses dias. Sexta, briguei com o marido e achei que o mundo ia se acabar. Quase pulei de um pe de alface. Sabado, recebi pessoas queridas (como isso ajuda a recarregar as baterias) e fiz o nosso primeiro churrasco em terras suicas, com direito a farofa, maionese, vinagrete, picanha e guarana. E hoje, hoje o dia esta lindo, o sol esta brilhando, as flores estao brotando e eu estou, exageradamente, feliz.
Espero que essa alegria dure. Minha instabilidade emocional ja esta ate perdendo a graca. rs So pode ser a crise dos trinta. Um pouquinho atrasada, diga-se de passagem. Mas ate que faz algum sentido. A tal crise nada mais e que se perguntar se alcancou o que queria, se conseguiu atingir os objetivos que vc tracou. Quando fiz trinta eu estava: casada com o amor da minha vida, com uma filha linda, um bom emprego, amigos queridos. Eu estava onde eu imaginava estar.
Dois anos depois.... Eu ainda estou casada com o amor da minha vida e tenho a filha mais maravilhosa do planeta mas, profissionalmente, estou no buraco. Dai vem os questionamentos que nao tinham acontecido aos trinta. Escolhi a carreira certa? Vou conseguir um emprego que me realize? Sou mesmo competente?
Enfim, crise. Agora acho que consegui organizar novamente as coisas na minha pobre cabecinha e voltar ao meu tracado. Antes de vir eu tinha me dado um prazo de um ano e meio para voltar ao mercado de trabalho. Esse prazo ainda nao terminou.
Abraco grande,
Carol
ps.: Hoje fomos ao lago. Tinha um grupo peruano com aqueles instrumentos de sopro maravilhosos. Minha filha pediu para parar e assistir. Ali, abracada com o meu marido, de mao dada com a minha filha, o lago, o sol... Me deu uma coisa. Chorei de felicidade. Foi um daqueles momentos que a gente congela na memoria. Daqueles que fazem tudo valer a pena.
voltei. rs Agora sou eu e nao aquele ser depressivo que se apoderou de mim no ultimo mes. Acho que a tristezinha era falta de farinha. Nao sei nem descrever a sensacao de colocar a primeiro colher de farofa na boca depois de um ano de abstinencia.
Ando bem adolescente esses dias. Sexta, briguei com o marido e achei que o mundo ia se acabar. Quase pulei de um pe de alface. Sabado, recebi pessoas queridas (como isso ajuda a recarregar as baterias) e fiz o nosso primeiro churrasco em terras suicas, com direito a farofa, maionese, vinagrete, picanha e guarana. E hoje, hoje o dia esta lindo, o sol esta brilhando, as flores estao brotando e eu estou, exageradamente, feliz.
Espero que essa alegria dure. Minha instabilidade emocional ja esta ate perdendo a graca. rs So pode ser a crise dos trinta. Um pouquinho atrasada, diga-se de passagem. Mas ate que faz algum sentido. A tal crise nada mais e que se perguntar se alcancou o que queria, se conseguiu atingir os objetivos que vc tracou. Quando fiz trinta eu estava: casada com o amor da minha vida, com uma filha linda, um bom emprego, amigos queridos. Eu estava onde eu imaginava estar.
Dois anos depois.... Eu ainda estou casada com o amor da minha vida e tenho a filha mais maravilhosa do planeta mas, profissionalmente, estou no buraco. Dai vem os questionamentos que nao tinham acontecido aos trinta. Escolhi a carreira certa? Vou conseguir um emprego que me realize? Sou mesmo competente?
Enfim, crise. Agora acho que consegui organizar novamente as coisas na minha pobre cabecinha e voltar ao meu tracado. Antes de vir eu tinha me dado um prazo de um ano e meio para voltar ao mercado de trabalho. Esse prazo ainda nao terminou.
Abraco grande,
Carol
ps.: Hoje fomos ao lago. Tinha um grupo peruano com aqueles instrumentos de sopro maravilhosos. Minha filha pediu para parar e assistir. Ali, abracada com o meu marido, de mao dada com a minha filha, o lago, o sol... Me deu uma coisa. Chorei de felicidade. Foi um daqueles momentos que a gente congela na memoria. Daqueles que fazem tudo valer a pena.
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