Oi pessoal,
desculpe o tempo sem postar, mas me faltava força. rs Estava com bloqueio no alemão, que me deixava bloqueada em tudo. Agora mandei a M. quem diz que eu preciso aprender a falar direito e me concentrei em aprender a FALAR do jeito que for.
Vamos ao tema do post antes que eu fique aqui me lamuriando. rs Eu pensei que ia ser difícil ter algum tipo de vida social aqui, mas descobri que isso só seria difícil se não existissem os brasileiros. rs Em cada esquina você encontra uma brasileira disposta a acolhar uma recém-chegada. E eu, que não sou besta, aproveito a chance de conhecer pessoas, me relacionar e criar uma rede de conhecidos maior e mais diversificada que a que tinha no Brasil.
Quem me conhece sabe que eu não sou muito de quantidade. Sempre tive poucos amigos e o serviço obrigatório de manutenção não é bem o meu forte. rs Achei, por exemplo, que não teria quem convidar para o meu aniversário. Agora, vou ter que convidar menos da metade das pessoas que gostaria de chamar. Acabei fazendo um pacote misto. A festinha vai contar com um casal Brasil-Suíça, um casal Brasil-itália, um casal Brasil-Brasil e um português sozinho. Mais que isso não cabe no apartamento. Ainda mais que os casais que eu deixei de fora têm, cada um, dois filhos.
O que tem ajudado a conhecer gente e, principalmente, sermos convidados, é uma curiosidade geral a respeito do Ênio. Eles acham interessante que ele tenha conseguido emprego ainda do Brasil e acabam nos convidando para um passeio, um papo mais longo. Muito legal. Outro fator é a Leila. Talvez até mais importante. Ontem mesmo, fomos ao aniversário de uma criança que ela conheceu na quinta-feira na Ikea. Elas se deram tão bem que a mãe me convidou para a festa.
Um abraço,
Carol
segunda-feira, 28 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Eu, o alemão e vontade de comer pizza.
Oi gente,
hoje estou muito feliz e orgulhosa. Consegui fazer um pedido em uma pizzaria. Foram quase 3 frases completas em alemão. rs Um avanço imenso quando se fala em Deustch. "O senhor faz pizza meio a meio?" "Quero meio marguerita e meio frutos do mar" "Ich warte". rs
Aqui na Suíça eu tenho tido os dias sim e os dias não. Dias em que acho sim que vou aprender e dias em que acho que não vou conseguir. Vamos dizer que hoje é o dia sim. :)
Continuem torcendo,
Carol
hoje estou muito feliz e orgulhosa. Consegui fazer um pedido em uma pizzaria. Foram quase 3 frases completas em alemão. rs Um avanço imenso quando se fala em Deustch. "O senhor faz pizza meio a meio?" "Quero meio marguerita e meio frutos do mar" "Ich warte". rs
Aqui na Suíça eu tenho tido os dias sim e os dias não. Dias em que acho sim que vou aprender e dias em que acho que não vou conseguir. Vamos dizer que hoje é o dia sim. :)
Continuem torcendo,
Carol
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Férias
Oi pessoal,
a galera aqui é tão louca pelo verão que até curso de idiomas dá férias para que todos possam curtir a estação. rs Sinceramente, eu fiquei até um pouco triste com essas férias aí. Agora que estou aprendendo alguma coisa, parar um mês para ver o sol não é exatamente o que eu esperava. Fora que toda essa euforia em torno do calor ainda não me pegou não. O dia está lindo lá fora (e olha que já são quase 20 horas), só deve escurecer às 21h30 e eu não estou com a menor animação de ir lá fora. rs Adoro a minha casinha e tem dia que só saio pq me sinto culpada de privar a Leila de fritar no sol.
Enfim, eu que já não estava fazendo nada mesmo, agora estou de férias. rs
Carol
a galera aqui é tão louca pelo verão que até curso de idiomas dá férias para que todos possam curtir a estação. rs Sinceramente, eu fiquei até um pouco triste com essas férias aí. Agora que estou aprendendo alguma coisa, parar um mês para ver o sol não é exatamente o que eu esperava. Fora que toda essa euforia em torno do calor ainda não me pegou não. O dia está lindo lá fora (e olha que já são quase 20 horas), só deve escurecer às 21h30 e eu não estou com a menor animação de ir lá fora. rs Adoro a minha casinha e tem dia que só saio pq me sinto culpada de privar a Leila de fritar no sol.
Enfim, eu que já não estava fazendo nada mesmo, agora estou de férias. rs
Carol
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Longe de casa, há mais de uma semana.... 3 meses
Oi gente,
estamos há três meses em Zurique. Nesse tempo, vivemos uma vida. Alugamos um apartamento e construímos um lar. Reaprendemos coisas simples como limpar a casa, cozinhar, usar o transporte público, jogar o lixo fora... A lista vai longe. rs É como se tivéssemos nascido novamente, mas agora juntos, como família. Cada um vivendo a sua experiência, única e particular, mas compartilhando as angústias e as vitórias.
O que mudou na minha vida? Absolutamente tudo. Só ficou o marido e a filha, de resto... Acho que fica mais fácil entender o tamanho da mudança com um esquema simples de tinha e não tem mais. rs
Eu tinha:
Carro
Emprego
Colegas
Amigos
Empregada (que saudades)
Família (moravam longe, mas não tão longe)
Viu o tamanho da mudança? E não venha me dizer que o importante é SER e não TER. rs Eu sei disso. Por isso estou aqui, encarando uma boa faxina. Mas sou gente, né? Tenho saudades, sim, da mordomia, da picanha, do chopinho, dos papos filosóficos com os queridos amigos e colegas de trabalho.
Além disso, com a mudança de país, eu entendi que o TER é, sim, bastante relacionado ao SER. Eu, por exemplo, sou outra pessoa, muito em função do eu sempre tive e não tenho mais e do que eu nunca tive e agora tenho. A estrutura da minha vida mudou e, não tem como, continuar sendo a mesma Carol no meio desse furacão.
Sempre fui firme, determinada, nervosa, estressada, algumas vezes até agressiva, querendo sempre ter razão. Aqui descobri que também sou frágil e que sei ser suave. Agora sei reconhecer que preciso de ajuda e encontrar no Ênio esta força, que eu simplesmente não sabia que existia. Aqui, nós revimos os nossos conceitos, sobre o mundo e sobre nós mesmos.
Sou uma mãe diferente. Vendo como as crianças daqui são soltas e independentes, já consigo ver que a Leila não é um bb. Ela me ajuda a lavar as verduras, arrumar a mesa, guarda as roupinhas e sapatos quando chega da rua... Enfim, eu entendi que ela pode, ela é capaz. Com isso, ela se sente mais segura de si e muito mais feliz.
No Brasil a gente via muita TV, aqui a gente brinca mais. Um dos motivos é a mentalidade local, que acaba contaminando a gente. rs TV aqui é quase um pecado. O ideal, segundo eles, é meia hora por dia. O estado oferece muitas coisas a preços módicos (nada aqui é de graça) para entretenimento da família. Além disso, tem sempre um parquinho, um bosque, uma piscina pública por perto. Só fica em casa quem quer.
Não ter carro e nem empregada me obriga a fazer tudo com a Leila. Isso tem nos tornado muito mais companheiras. Com isso, eu também passei a me incomodar com coisas que não me atrapalhavam tanto no Brasil. Vamos dizer que as birras dela só eram inconvenientes nos finais de semana, então a gente ia deixando passar. rs Aqui eu fui obrigada a chamar mais a atenção e ela está se comportando muito melhor agora que sabe exatamente o que esperamos dela.
Também eu estou me comportando melhor. rs Eu também fiquei menos mimada. Menos voluntariosa. Eu também aprendi que nem tudo é quando a gente quer, do jeito que a gente quer. Essa nova vida, que está só no começo, já me transformou completamente. Pelo menos por enquanto, as mudanças estão sendo para melhor. rs
Um abraço,
Carol.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Exames médicos - caroooooooooooooo
Oi pessoal,
hoje fizemos os nossos exames médicos na única médica credenciada aqui em Zurique. Médica legal, atendimento 100%, todos os procedimentos foram feitos lá mesmo no consultório, mas a facada foi mortal. rs CHF 1590,00. Ai. Até doeu. O importante é que está feito. Foi muito engraçado o exame de vista e de audição da Leilinha. Ela não queria falar. rs Estava se divertindo com a nossa cara. Mas, no final mostrou que está tudo OK.
Agora é esperar pelo pedido de passaportes e ver o que vamos fazer para enviá-los com segurança para São Paulo. Também precisamos preencher os fomulários pedidos pela Maria João. Estamos com um probleminha no preenchimento, uma vez que eu fui ver todos os 5 apartamentos em que morei desde os 18 anos, escrevi os endereços e mandei cópia única para o consulado, que por sua vez, se recusa a reenviar a cópia.
Um abraço,
Carol
hoje fizemos os nossos exames médicos na única médica credenciada aqui em Zurique. Médica legal, atendimento 100%, todos os procedimentos foram feitos lá mesmo no consultório, mas a facada foi mortal. rs CHF 1590,00. Ai. Até doeu. O importante é que está feito. Foi muito engraçado o exame de vista e de audição da Leilinha. Ela não queria falar. rs Estava se divertindo com a nossa cara. Mas, no final mostrou que está tudo OK.
Agora é esperar pelo pedido de passaportes e ver o que vamos fazer para enviá-los com segurança para São Paulo. Também precisamos preencher os fomulários pedidos pela Maria João. Estamos com um probleminha no preenchimento, uma vez que eu fui ver todos os 5 apartamentos em que morei desde os 18 anos, escrevi os endereços e mandei cópia única para o consulado, que por sua vez, se recusa a reenviar a cópia.
Um abraço,
Carol
segunda-feira, 2 de junho de 2008
E a Leilinha?
Oi gente,
estou cada vez mais apaixonada por Zurique e um dos motivos desse amor todo é perceber o quanto a cidade está fazendo bem para a nossa família e, principalmente, para a nossa filha. Acredito do fundo do meu coração que a Leila nunca foi tão feliz. E olha que essa menina já nasceu com uma vocação incrível para a felicidade. rs
Em Brasília ela ia à escolinha todos os dias pela manhã, se divertia, aprendia. Depois voltava para casa. Almoçava, daí eu chegava. A gente se curtia. Ela via TV. A gente "descia" no bloco ou ía ao shopping, ou nós ficávamos morgando juntinhas. Tudo muito restrito ao espaço da casa e adjacências. Tirando o parque da cidade, com o parquinho Ana Lídia e o Pontão, a gente não tinha muita opção de espaço público para a diversão da família.
Era tudo muito indoor. Tudo controladinho, fechadinho, para nos dar a impressão de segurança. Andar à pé? Com aquele tanto de buraco na calçada. Aliás, que calçada? De ônibus? Só se estivesse maluca. Era do carro para o shopping, do carro para o clube, do carro para o parque. E sempre gritando, sempre neurótica. rs Olha o carro. Não corre no estacionamento. Me dá a mão. Perto de mim. Nunca, em hipótese alguma fique longe dos meus olhos... Aqui o clima é outro. O jeito é outro. E as coisas funcionam. rs As mães não ficam o tempo todo de olho. Tem quem deixe as crianças (4, 5 aninhos) brincando no parque e vai caminhar.
Em Zurique a criança só entra na escolinha a partir dos 4 e meio, 5 anos, depende da data de nascimento. Eles consideram muito importante esses primeiros anos na companhia constante dos pais. Só sobra a opção de creche que são, na sua maioria, para quem trabalha ou para estrangeiros que precisam que os filhos tenham contato com a língua local. Existe ainda a opção do spielgruppe (grupo de brincadeira). Onde as crianças ficam duas a três horas por semana, com brincadeiras dirigidas. Também são bons para o aprendizado da língua. A nossa escolha foi pela creche. Como não trabalho, e também porque é muito caro ('130 francos por dia), ela fica lá dois dias por semana.
Sabe aqueles passeios que as escolinhas fazem com as crianças duas vezes por ano, mediante autorização por escrito dos pais? Pois é. Aqui é todo o dia. As crianças saem, de manhã e a tarde, todos os dias. Sozinhas com as professoras. Os bebes vão nos carrinhos, os grandinhos vão em fila. Sempre à pé. Atravessam ruas, sobem ladeira, pegam chuva. E o coração de mãe? Fica na mão, bem apertadinho. Mas logo a gente se acostuma e vê o quanto eles ficam felizes. Sempre que vou buscar a Leila ela me olha e fala "Ai mãe, foi tão divertido". Isso gente, não tem preço.
Os dias que ela não vai ao Kinderkrippe (creche), a gente vai aos parquinhos aqui perto de casa. PÚBLICOS, LIMPOS E LINDOS. Se estamos afim, pegamos o ônibus e vamos a outros parquinhos. Eles existem aos montes por aqui. Um melhor que o outro. Todos diferentes entre si, mas muito bem cuidados. Agora ela leva com ela a sua mais nova aquisição: um patinete. Só ela não tinha. rs Já vi crianças de 2 aninhos mandando ver nas três rodinhas. Tomei coragem e não me arrependo.
Ela fica cada dia mais independente e eu fico cada dia menos sobrecarregada, menos estressada. Resultado, minha filha cada dia mais e mais feliz.
Vejam as fotos de alguns dos parquinhos que freqüentamos aqui,
Um abraço,
Carol





estou cada vez mais apaixonada por Zurique e um dos motivos desse amor todo é perceber o quanto a cidade está fazendo bem para a nossa família e, principalmente, para a nossa filha. Acredito do fundo do meu coração que a Leila nunca foi tão feliz. E olha que essa menina já nasceu com uma vocação incrível para a felicidade. rs
Em Brasília ela ia à escolinha todos os dias pela manhã, se divertia, aprendia. Depois voltava para casa. Almoçava, daí eu chegava. A gente se curtia. Ela via TV. A gente "descia" no bloco ou ía ao shopping, ou nós ficávamos morgando juntinhas. Tudo muito restrito ao espaço da casa e adjacências. Tirando o parque da cidade, com o parquinho Ana Lídia e o Pontão, a gente não tinha muita opção de espaço público para a diversão da família.
Era tudo muito indoor. Tudo controladinho, fechadinho, para nos dar a impressão de segurança. Andar à pé? Com aquele tanto de buraco na calçada. Aliás, que calçada? De ônibus? Só se estivesse maluca. Era do carro para o shopping, do carro para o clube, do carro para o parque. E sempre gritando, sempre neurótica. rs Olha o carro. Não corre no estacionamento. Me dá a mão. Perto de mim. Nunca, em hipótese alguma fique longe dos meus olhos... Aqui o clima é outro. O jeito é outro. E as coisas funcionam. rs As mães não ficam o tempo todo de olho. Tem quem deixe as crianças (4, 5 aninhos) brincando no parque e vai caminhar.
Em Zurique a criança só entra na escolinha a partir dos 4 e meio, 5 anos, depende da data de nascimento. Eles consideram muito importante esses primeiros anos na companhia constante dos pais. Só sobra a opção de creche que são, na sua maioria, para quem trabalha ou para estrangeiros que precisam que os filhos tenham contato com a língua local. Existe ainda a opção do spielgruppe (grupo de brincadeira). Onde as crianças ficam duas a três horas por semana, com brincadeiras dirigidas. Também são bons para o aprendizado da língua. A nossa escolha foi pela creche. Como não trabalho, e também porque é muito caro ('130 francos por dia), ela fica lá dois dias por semana.
Sabe aqueles passeios que as escolinhas fazem com as crianças duas vezes por ano, mediante autorização por escrito dos pais? Pois é. Aqui é todo o dia. As crianças saem, de manhã e a tarde, todos os dias. Sozinhas com as professoras. Os bebes vão nos carrinhos, os grandinhos vão em fila. Sempre à pé. Atravessam ruas, sobem ladeira, pegam chuva. E o coração de mãe? Fica na mão, bem apertadinho. Mas logo a gente se acostuma e vê o quanto eles ficam felizes. Sempre que vou buscar a Leila ela me olha e fala "Ai mãe, foi tão divertido". Isso gente, não tem preço.
Os dias que ela não vai ao Kinderkrippe (creche), a gente vai aos parquinhos aqui perto de casa. PÚBLICOS, LIMPOS E LINDOS. Se estamos afim, pegamos o ônibus e vamos a outros parquinhos. Eles existem aos montes por aqui. Um melhor que o outro. Todos diferentes entre si, mas muito bem cuidados. Agora ela leva com ela a sua mais nova aquisição: um patinete. Só ela não tinha. rs Já vi crianças de 2 aninhos mandando ver nas três rodinhas. Tomei coragem e não me arrependo.
Ela fica cada dia mais independente e eu fico cada dia menos sobrecarregada, menos estressada. Resultado, minha filha cada dia mais e mais feliz.
Vejam as fotos de alguns dos parquinhos que freqüentamos aqui,
Um abraço,
Carol
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Seu apartamento tem nome? O meu tem.
Oi pessoal,
cada dia aparece mais um colega blogueiro feliz com o trabalho do consulado. rs Todo mundo recebendo o pedido de examos, até nós. Parabéns para todos, a gente bem sabe o quanto foi sofrida a espera para cada um de nós. Agora vamos ao assunto do post: o nome do meu apartamento. rs
Aqui na Suíça os endereços são todos bem curtinhos, tipo Glauberstrasse 5, 8050, Zurich. Ah tá. Mas isso é uma casa? Um prédio? Pode ser uma casa, pode ser uma portaria (cada portaria do prédio tem um número e, portanto, um endereço diferente). Por exemplo, Glauberstrasse 7, 8050, Zurich, pode ser o mesmo prédio do endereço anterior. E por que cada portaria tem um número? Precisa? O pior é que precisa. Os apartamentos não tem números. Já pensou o carteiro procurando em 30 caixinhas de correio o nome do indíviduo. Aqui, tanto no interfone, como na caixa de correio, quanto na sua campanhia, está escrito o nome de todos os adultos que vivem na casa. Aqui na nossa porta está escrito: Ênio S. Pereira e Ana. C. R. Pires, se tivéssemos o mesmo nome poderia ser Fam. Pereira. rs

Não é muita exposição? É sim. Mas se você não colocar o nome, além de não receber nenhuma correspondência ainda pode ser multado. É assim mesmo, todo mundo sabe o nome de todo mundo. Como disse um amigo nosso carioca:"Isso no Rio ia ser uma festa para os bandidos". Aqui a criminalidade não chega a ser um problema. Todo mundo se sente seguro. Todo mundo está seguro. Assim, qual o problema de ter o nome na porta. Fica mais fácil para o seu vizinho se apresentar (e eles realmente se apresentam). rs
É uma lógica inversa à nossa, do Brasil. As pessoas entram no zoológico e deixam os carrinhos de bbs na porta. Sem correntes, sem amarras, sem senhas, sem nada. É delas, ninguém vai pegar. rs O mesmo com os carrinhos de compra que quase todos têm aqui (muita gente prefere fazer compras de ônibus e, pasmem, não ter carro, como opção). Os carrinhos, enfileirados, na frente do supermercado. Ninguém pega, tem dono. Mochilas, notebooks... você vê com freqüência coisas de valor aparentemente sozinhas na rua. Nós já começamos a nos soltar. rs Já conseguimos brincar com a Leila nos parques e deixar as mochilas afastadas em um banco qualquer, mas sempre de olho. rs Certos vícios só se perdem com o tempo.
Um abraço,
Carol
cada dia aparece mais um colega blogueiro feliz com o trabalho do consulado. rs Todo mundo recebendo o pedido de examos, até nós. Parabéns para todos, a gente bem sabe o quanto foi sofrida a espera para cada um de nós. Agora vamos ao assunto do post: o nome do meu apartamento. rs
Aqui na Suíça os endereços são todos bem curtinhos, tipo Glauberstrasse 5, 8050, Zurich. Ah tá. Mas isso é uma casa? Um prédio? Pode ser uma casa, pode ser uma portaria (cada portaria do prédio tem um número e, portanto, um endereço diferente). Por exemplo, Glauberstrasse 7, 8050, Zurich, pode ser o mesmo prédio do endereço anterior. E por que cada portaria tem um número? Precisa? O pior é que precisa. Os apartamentos não tem números. Já pensou o carteiro procurando em 30 caixinhas de correio o nome do indíviduo. Aqui, tanto no interfone, como na caixa de correio, quanto na sua campanhia, está escrito o nome de todos os adultos que vivem na casa. Aqui na nossa porta está escrito: Ênio S. Pereira e Ana. C. R. Pires, se tivéssemos o mesmo nome poderia ser Fam. Pereira. rs
Não é muita exposição? É sim. Mas se você não colocar o nome, além de não receber nenhuma correspondência ainda pode ser multado. É assim mesmo, todo mundo sabe o nome de todo mundo. Como disse um amigo nosso carioca:"Isso no Rio ia ser uma festa para os bandidos". Aqui a criminalidade não chega a ser um problema. Todo mundo se sente seguro. Todo mundo está seguro. Assim, qual o problema de ter o nome na porta. Fica mais fácil para o seu vizinho se apresentar (e eles realmente se apresentam). rs
É uma lógica inversa à nossa, do Brasil. As pessoas entram no zoológico e deixam os carrinhos de bbs na porta. Sem correntes, sem amarras, sem senhas, sem nada. É delas, ninguém vai pegar. rs O mesmo com os carrinhos de compra que quase todos têm aqui (muita gente prefere fazer compras de ônibus e, pasmem, não ter carro, como opção). Os carrinhos, enfileirados, na frente do supermercado. Ninguém pega, tem dono. Mochilas, notebooks... você vê com freqüência coisas de valor aparentemente sozinhas na rua. Nós já começamos a nos soltar. rs Já conseguimos brincar com a Leila nos parques e deixar as mochilas afastadas em um banco qualquer, mas sempre de olho. rs Certos vícios só se perdem com o tempo.
Um abraço,
Carol
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