Laurie e Wendy são um casal simpático. Ele, canadense, trabalha com gráfica por conta própria, ela, galesa, trabalha como executiva numa empresa de TI. Foi com eles que vivi por um mês no esquema de host family no Canadá para estudar o idioma e conhecer a nossa futura morada.
Ao chegar no Canadá fui calorosamente recebido pelo Laurie. Conversamos bastante sobre a viagem, sobre o tempo etc. Era a segunda vez que ele estava recebendo um estudante e era a minha primeira viagem internacional (para Buenos Aires não conta, né?), não sei qual dos dois estava mais empolgado.
Depois disso ele me mostrou o quarto onde eu iria ficar. O quarto era no basement. Não vi problema algum, já que talvez nós tenhamos que passar um tempo morando em um quando formos para o Canadá, nada melhor que um
test drive.
O basement tinha 2 quartos, 1 banheiro e uma sala e era razoavelmente iluminado. Como eles não tinham outro estudante lá acabei ficando com o basement só pra mim.
Conversávamos bastante, principalmente na hora do jantar, geralmente preparado pelo Laurie. Eles são bem curiosos a respeito do Brasil e do dia-a-dia das pessoas por aqui. Eles chegaram a colocar um mapa da américa do sul na parede da sala (no basement) para eu mostrar a eles as cidades onde nasci, onde morei, outras famosas etc.
A escolha por ficar em uma casa de família não se mostrou apenas econômica (650 dólares por 4 semanas com direito a café da manhã e jantar), como enriquecedora. Tive a oportunidade de participar de atividades do dia a dia e ouvir, de um canadense, sobre o seu estilo de vida. No almoço do dia das mães por exemplo, pude conhecer a filha deles (ele tem 2 filhos do primeiro casamento e ela tem 1 do primeiro casamento, juntos eles tem mais uma filha), com direito até a churrasco de gringo (com linguiça e hamburger).
Uma coisa que deu para perceber é que eles adoram a diversidade, mas se recentem que filhos de imigrantes, nascidos no Canadá, não assumam a pátria como sua e que alguns extrangeiros não se esforcem para falar corretamente o idioma. É como se vivessem no país não o considerassem sua casa.
Este tempo com eles foi muito bom para aperfeiçoar meu inglês, mas também foi o começo de uma grande amizade. Sempre trocamos emails e de vez em quando nos falamos via google talk. Estamos esperando a prometida visita deles ao Brasil.
Sem medo de chover no molhado, deixo aqui as minhas impressões sobre Toronto:
Sim, é uma cidade grande, com tudo que tem direito, inclusive um trânsito infernal.
Não, não vi xenofobia de qualquer tipo.
Sim, se ouve todas as línguas nas ruas e nos comércios.
Não, não é tão cara assim (acha-se muita coisa para comer por preços acessíveis).
Sim, há parques para todos os lados e vários lugares interessantes e gratuitos para levar as crianças (no inverno deve ser um pouco diferente).
Não, não há um subway a cada esquina, como em Londres, mas o sistema de transporte se faz eficiente com a complementação de ônibus e street car.
Sim, é lá que eu quero morar.
Abraço a todos. Qualquer dúvida.... é só falar.