segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Ich spreche Deutsch

Olá pessoal,
estou aqui para dizer que, finalmente, eu falo alemão. rs Falo mal, me arrasto, me atrapalho, mas falo. Quem diria que o curso intensivo poderia ser mais que proveitoso. rs No meu caso, essas três semanas de duas horas diárias de aulas foram milagrosas.

Estou muito feliz de poder fazer um curso assim. Desejava isso desde que me mudei para cá, mas não tinha como fazer o intensivo antes da Leila entrar na escolinha. Agora, eu não quero mais é parar.

Abraço,
Carol

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pais e mestres

Oi gente,
a Leila está há 3 semanas no Kindergarten público aqui de Zurique. Ele foge um pouco ao que é o padrão aqui. Estão testando logo na minha região um novo conceito "tudo aqui e agora". rs O normal seria o Kinderganten em uma construção separada só para ele. Na escola da Leila, que é um prédio enorme, tem desde o Kindgarten até o secundário e algumas salas de educação especial e formação de professores.

O Ênio está amando. rs A escola foi construída este ano e a turma da Leila é a primeira a estudar lá. Tudo tinindo de novo, uma baita infra-estrutura... Enfim, no Brasil isso não sairia por menos de 600 reias mensais. Aqui é de graça.

Por outro lado, eu estava me preparando desde que cheguei, para o modelo tradicional: pertinho de casa, pequeno e só para as crianças de 4,5 à 6,5. Estava pronta, por exemplo, para deixar a Leila ir sozinha para o Kindergarten que existia aqui ao lado de casa (50m), já que isso é um costume local. Mas não tenho condições de permitir minha filha ir sozinha para um lugar onde vai ter que disputar a entrada e as escadas com meninos de até 15 anos. Já é um avanço eu ter conseguido não surtar com a questão dela usar o mesmo banheiro das meninas do primário. rs

Acontece que ontem tivemos a primeira reunião de pais e mestres e a professora sugeriu que nos comecemos a esperar as crianças do lado de fora do prédio. rs Depois mais e mais longe até que termos segurança em deixarmos os miúdos irem sozinhos. Dizendo ela que isso é muito importante para o desenvolvimento da criança. Lembrando que estamos tratando de crianças de 4 à 6 anos. São bbs. rs

Hoje fui buscar a Leila decidida a esperar fora do prédio. Eu, uma moça de Taiwan e mais duas mães do Kosovo, ficamos na porta com o coração na mão. Mas... sempre tem um mas. As outras mães todas entraram. Daí não teve jeito, entramos também. Mas esperamos no andar debaixo. rs

Leilinha até que se virou bem. Desceu de pantufas, mandei voltar e colocar os sapatos. Colocou os sapatos e desceu. Falei para buscar a bolsa. Buscou a bolsa e esqueceu a faixa de segurança. rs Depois eu subi junto e peguei a lancheira, além de guardar o sapato de ficar na escola dentro da caixa correta. Enfim... o caminho para a independência leilal ainda é longo.

Curiosidades
As crianças chamam a professora de Frau Stahel. Nada de tia ou primeiro nome. É senhora mesmooooooooo.

As crianças cumprimentam a professora com um aperto de mão. Já ficou tão automático que a Leila anda cumprimentando os coleguinhas da escola do mesmo jeito.

Nada de conversinha. Vc pergunta como foi o dia da criança e, se não houve nenhum problema, a professora fala um simples e curto "Gut".

Atenção, desde o primeiro dia, voltada para a criança. Ninguém tem o intuito de agradar aos pais. São cordiais, mas a prioridade é o aluno.

É uma professora para até 20 alunos, sem auxiliar. E o pior é que elas dão conta....

O lanche recomendado deve ser saudável e a bebida sem açúcar. As opções são chá sem açúcar, água ou leite de canudinho (esse eu mando todos os dias). Ah. Se mandar sanduba, que seja de pão integral.

Nos aniversários doces são permitidos, desde que as crianças consigam comê-los com as mãos, sem necessitar de auxílio da professora.

As crianças ajudam a organizar a sala. Na classe da Leila, elas pegam as suas cadeiras e dão, uma de cada vez, para a professora organizá-las sobre as mesas.

As professoras e as crianças não têm uniforme (em Brasília muitas escolinhas têm uniforme para as professoras do maternal) e elas são bastante alternativas. A da Leila está quase sempre de preto e a da outra classe tem piercing na sobrancelha e no nariz.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Envelheço na cidade

Olá,
hoje completo 32 aninhos. Caramba, coisa estranha essa de envelhecer ou amadurecer. Ontem mesmo eu tinha 15 e achava que quem tinha 30 era velho que só.

Já acordei com a música do Ira dentro da cabeça. Esse pedacinho em especial me tocou bem fundo:

"Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer"

Me sinto meio assim. Ao invés de adquirir certezas, a cada ano vivido, acumulo mais e mais dúvidas. Aos 15, tudo era preto ou branco. Depois dos 30, comecei a ver os tons de cinza.

Mas vamos seguindo a maré, com dúvidas ou sem dúvidas, o importante é caminhar.

beijão,
Carol

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não sou mais básica

Oi gente,
boas notícias. rs Estou oficialmente entrando no nível intermediário de Alemão. Uhruuuuuuuuuuuuu Saí do básico. rs

Sensação boa demais, ainda mais levando em consideração que ainda faltavam 3 meses para finalizar o nível básico quando eu fui para o Brasil e que, milagrosamente, o tempo que fiquei sem estudar me fez bem e me ajudou a passar no teste e ganhar esses meses de dianteira.

E tem mais uma boa notícia. Como a Leila está no Kindergaten, eu tenho tempo para fazer um intensivo (meu sonho de consumo desde que cheguei aqui). Vou poder estudar todos os dias e, assim, ganhar tempo. Serão só 2 horas por dia, mas já são bem mais que as 4 semanais que eu podia ter antes.

Esse ano a coisa anda. rs

Beijo,
Carol

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Primeiro dia de aula

Oi pessoal,
terça-feira foi o primeiro dia de aula da Leila na escola formal daqui. Claro que, como já é tradição na família PP (Pires Pereira), participamos juntos, eu e Ênio, de mais uma mudança de fase na vida da nossa filha.

Acordamos, vestimos a Leila toda linda para o primeiro dia, lanchinho na bolsinha, presilha no cabelo... Parecia uma princesa. Chegamos na escola, que acabou de ser construída e está tinindo de nova, cedo demais e tivemos que ficar esperando dar a hora do lado de fora. Pelo menos não estávamos sozinhos. rs Outros pais de primeiro Kindergarten também chegaram cedo.

Para variar, eu estava uma pilha de nervos. Morrendo de medo de não conseguir me entender com a professora e também receosa pela escola ter um novo conceito de tudo no mesmo lugar (kindergarten, primário e secundário). Tenho pavor de crianças pequenas estudando com maiores e pânico de usarem o mesmo banheiro sem acompanhamento. Infelizmente, isso eu vou ter que trabalhar na minha cabeça porque é exatamente assim que a escola funciona. rs

Cheguei crente que a professora daria atenção aos pais e explicaria as novidades para nós. Pura ilusão. rs Fomos solenemente ignorados. Aperto de mão, envelope com folhetos sobre tudo que deveria ser dito e atenção completamente voltada para as crianças. Acompanhamos a primeira hora de aula, na qual foi feita uma dinâmica que acabou com cada criança dando uma flor para a sua respectiva mãe e dando tchau. Funcionou direitinho. As crianças se despediram sem choro nem vela. Já os pais...

Uma das mães chorou até quase alagar a escola, o marido dela também ficou com o olho bem vermelho. rs Nós e os demais pais ficamos bastante emocionados, com lágrimas nos olhos. Acho que ninguém pensou que seria tão fácil.





segunda-feira, 17 de agosto de 2009

De volta para casa


Oi gente,
depois de um mês de Brasil, finalmente voltamos para casa. Foi tudo muito bom, estava tudo muito bem, mas nada melhor que o cantinho da gente. rs Bom demais me sentir assim. Mais ainda se levar em conta que, quando marcamos as férias, eu fiquei em pânico pensando que poderia ir visitar e não querer voltar.

Claro que fizemos muitas coisas que só mesmo no Brasil. Uma delas foi curtir demais as nossas famílias. Ficamos em Natal, cidade do Ênio, e a minha família quase toda foi me visitar. rs Meu irmão, cunhada, um sobrinho, meu pai e meu tio só puderam ficar uma semana, mas a minha mãe e o meu afilhado estiveram conosco por quase um mês. Fiquei até mal acostumada com o carinho da minha mãe querida... Se fosse possível eu traria todo mundo para cá.

Outra coisa excelente de ter ido ao Brasil foi finalizar a novela "Canadá - Missão Impossível". Já se vão mais de três anos desde a abertura do processo e depois de muitos desencontros, finalmente enviamos os nossos passaportes. E isso só aconteceu pq repetimos os nossos exames médicos no Brasil. Já tínhamos feito ano passado aqui na Suíça. Enviamos. Eles pediram laudo de especialista. FIzemos e enviamos. Perderam nosso exame lá e a médica perdeu o comprovante de envio aqui. rs No final, nós perdemos o prazo e a fortuna investida e tivemos que fazer tudo novamente, só que, desta vez, resolvemos fazer no Brasil.

Enfim, passaportes enviados e, se tudo der certo, landing em outubro.

Abraço,
Carol

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Brasil

Oi pessoal,
estamos chegando. rs Quatro semanas no Brasil. Delicia.

Beijo,
Carol