cada dia aparece mais um colega blogueiro feliz com o trabalho do consulado. rs Todo mundo recebendo o pedido de examos, até nós. Parabéns para todos, a gente bem sabe o quanto foi sofrida a espera para cada um de nós. Agora vamos ao assunto do post: o nome do meu apartamento. rs
Aqui na Suíça os endereços são todos bem curtinhos, tipo Glauberstrasse 5, 8050, Zurich. Ah tá. Mas isso é uma casa? Um prédio? Pode ser uma casa, pode ser uma portaria (cada portaria do prédio tem um número e, portanto, um endereço diferente). Por exemplo, Glauberstrasse 7, 8050, Zurich, pode ser o mesmo prédio do endereço anterior. E por que cada portaria tem um número? Precisa? O pior é que precisa. Os apartamentos não tem números. Já pensou o carteiro procurando em 30 caixinhas de correio o nome do indíviduo. Aqui, tanto no interfone, como na caixa de correio, quanto na sua campanhia, está escrito o nome de todos os adultos que vivem na casa. Aqui na nossa porta está escrito: Ênio S. Pereira e Ana. C. R. Pires, se tivéssemos o mesmo nome poderia ser Fam. Pereira. rs
Não é muita exposição? É sim. Mas se você não colocar o nome, além de não receber nenhuma correspondência ainda pode ser multado. É assim mesmo, todo mundo sabe o nome de todo mundo. Como disse um amigo nosso carioca:"Isso no Rio ia ser uma festa para os bandidos". Aqui a criminalidade não chega a ser um problema. Todo mundo se sente seguro. Todo mundo está seguro. Assim, qual o problema de ter o nome na porta. Fica mais fácil para o seu vizinho se apresentar (e eles realmente se apresentam). rs
É uma lógica inversa à nossa, do Brasil. As pessoas entram no zoológico e deixam os carrinhos de bbs na porta. Sem correntes, sem amarras, sem senhas, sem nada. É delas, ninguém vai pegar. rs O mesmo com os carrinhos de compra que quase todos têm aqui (muita gente prefere fazer compras de ônibus e, pasmem, não ter carro, como opção). Os carrinhos, enfileirados, na frente do supermercado. Ninguém pega, tem dono. Mochilas, notebooks... você vê com freqüência coisas de valor aparentemente sozinhas na rua. Nós já começamos a nos soltar. rs Já conseguimos brincar com a Leila nos parques e deixar as mochilas afastadas em um banco qualquer, mas sempre de olho. rs Certos vícios só se perdem com o tempo.
Um abraço,
Carol